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SUMMARY:HOMENS\, MASCULINIDADES E SAÚDE MENTAL - FERNANDO PESSOA DE ALBUQUERQUE - ED. APPRIS
DESCRIPTION: \n  \n\n\n\n\nHomens\, masculinidades e saúde mental aborda as relações Homens e Saúde Mental\, a partir da perspectiva de Gênero e dos Estudos sobre Masculinidades\, analisando as interações entre as masculinidades e a expressão do sofrimento psíquico. A pesquisa realizada junto a homens usuários de Centros de Atenção Psicossocial revelou que as expectativas não realizadas sobre o que deve ser um “homem de verdade” interferem negativamente nas condições de saúde mental. Em um mundo marcado pelo domínio do capital\, o valor de um homem é confundido com seu poder de compra\, e a falta de trabalho representa um abalo à identidade masculina\, levando muitos homens a assumir comportamentos de risco para compensar o distanciamento da Masculinidade Hegemônica\, como o uso abusivo de álcool. Numa perspectiva interseccional\, as opressões de classe e raça se sobrepuseram à estigmatização da “doença mental” e da “dependência química”. A expressão de emoções e sofrimentos representa um afastamento de um modelo idealizado do que é ser homem\, relacionado à virilidade e à invulnerabilidade. Por isso\, emocionar-se é visto como coisa de “fresco”\, “frouxo” ou “fraco”\, silenciando-se as emoções por meio de mecanismos de defesa\, como negação\, fuga\, projeção e “passagem ao ato”\, especialmente na expressão da raiva\, legitimada pela Masculinidade Hegemônica. A contenção da expressão provoca um congelamento das emoções e sentimentos\, o que leva os homens a viver com uma tensão constante de deixar transparecer emoções das quais se envergonham e/ou temem. Aborda-se também o papel das bebidas alcoólicas no psiquismo dos homens e suas relações com a construção sociocultural das masculinidades\, identiﬁcando-se o uso da “cachaça” como refúgio ou meio de obter coragem para expressar emoções ou comportamentos para restabelecer posições de poder nas relações\, principalmente contra as mulheres. A obra discute ainda práticas de promoção à saúde mental masculina\, como Grupos Terapêuticos de Homens\, que permitem a problematização de padrões hegemônicos do que é “ser homem” e representam uma possibilidade de inclusão da perspectiva de gênero nos serviços de saúde mental\, o que pode contribuir para a desconstrução do modelo de masculinidade hegemônico\, possibilitando a expressão das emoções e de novos modos de ser homem.\n\n\n\n\n
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