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SUMMARY:PSICANÁLISE E A LUTA ANTIMANICOMIAL | AS SOMBRAS DO EU | O GRITO DAS BRUXAS - GREGOR OSIPOFF | ELIZANDRA SOUZA | ARACELI ALBINO - ED. CD.G
DESCRIPTION: \nEste livro propõe uma reflexão profunda sobre o cuidado em saúde mental a partir do encontro entre a psicanálise\, a luta antimanicomial e as práticas contemporâneas de tratamento. Partindo da experiência clínica e institucional\, a obra examina os efeitos da medicalização\, das internações prolongadas e das formas modernas de institucionalização que\, muitas vezes\, silenciam o sujeito em sofrimento. Ao mesmo tempo\, destaca a importância da família\, da escuta clínica e da construção de vínculos como elementos centrais para um tratamento ético e singular. A participação familiar\, quando articulada ao trabalho de profissionais da saúde mental\, pode fortalecer o acompanhamento do sujeito\, favorecer a compreensão do sofrimento e contribuir para percursos terapêuticos mais estáveis e humanizados. O livro também discute os desafios enfrentados no contexto brasileiro\, entre os avanços da reforma psiquiátrica\, a expansão dos serviços públicos como os CAPS e o crescimento de instituições privadas\, como as Comunidades Terapêuticas. Nesse cenário complexo\, questiona-se de que modo o cuidado pode evitar a reprodução de práticas de exclusão e\, ao contrário\, promover ressocialização\, cidadania e qualidade de vida. Inspirada no legado de Freud e Lacan nas contribuições contemporâneas da clínica das psicoses\, a obra apresenta a psicanálise como uma prática de escuta que resiste às respostas rápidas e às soluções padronizadas. Mais do que oferecer receitas prontas\, este trabalho convida o leitor a refletir sobre uma questão fundamental: como cuidar do sofrimento psíquico sem silenciar o sujeito e sem reproduzir novas formas de confinamento? Entre experiências clínicas\, debates institucionais e reflexões teóricas\, o livro reafirma que desinstitucionalizar não significa apenas derrubar muros\, mas transformar modos de escuta\, de cuidado e de relação com o sofrimento humano. Trata-se de uma obra ética\, pautada na palavra\, no vínculo e na possibilidade de reconstrução e a volta da realização da vida\, mesmo diante das formas mais intensas de sofrimento psíquico. E com a psicanálise pode ocupar estes lugares de tratamento no sistema público. \n \nO livro As Sombras do Eu: Psicopatologias da Maldade\, de Elizandra Souza\, propõe uma reflexão sobre as origens e as manifestações da maldade humana a partir de conceitos da psicologia\, da psicanálise e da psiquiatria. Em vez de apresentar respostas simples\, a obra busca mostrar que comportamentos cruéis e destrutivos resultam de uma combinação complexa de fatores emocionais\, psicológicos e sociais. \n  \n \nEste livro não é sobre magia\, mas sobre a alquimia do inconsciente que forja a estrutura histérica\, investigando suas transformações e as nuances que fazem ressoar seus ecos nas sutilezas da clínica contemporânea. \nA história da histeria é\, antes de tudo\, a história de um incômodo. Desde o útero errante da Antiguidade até os divãs da contemporaneidade\, a histeria tem se manifestado como um grito — às vezes silencioso\, às vezes estridente — que questiona o saber estabelecido e desafia as normas de gênero e de desejo. Esse grito ecoa uma resistência ancestral: se outrora o corpo feminino que escapava ao controle era sentenciado às fogueiras sob o estigma da bruxaria e da possessão demoníaca\, mais tarde foi confinado aos manuais de patologia sob o rótulo do “”furor uterino””. Em ambos os momentos\, assistimos a uma espécie de caça ao enigmático: uma tentativa do poder — seja ele religioso ou médico — de domesticar um gozo que a razão não consegue capturar. \nNossa jornada começa nessas raízes históricas\, quando a histeria era vista como um fenômeno do corpo\, uma “”maldição”” uterina que justificou\, por séculos\, a marginalização do feminino. \nContudo\, é no encontro de Freud com o sofrimento das histéricas que o paradigma se transforma: o grito deixa de ser um sintoma orgânico para se tornar linguagem. Através dos casos emblemáticos de Emmy von N.\, Dora e do desejo insatisfeito da Bela Açougueira\, revisitamos o nascimento da psicanálise\, em que o sonho e o lapso se tornam a via régia para o inconsciente. \nEntretanto\, a histeria não permaneceu restrita aos primórdios da psicanálise. Para compreendê-la em sua profundidade\, avançamos para a perspectiva de Jacques Lacan\, na qual a histeria é concebida como uma posição subjetiva que interroga o mestre e busca\, incessantemente\, um saber sobre a feminilidade. Este livro\, porém\, vai além do binarismo tradicional. Dedicamos um espaço fundamental à histeria masculina\, desmistificando o preconceito histórico de que esse fenômeno seria exclusivo das mulheres. Ao analisar a “”fascinação mortífera”” e o caso do pintor Christoph Haitzmann\, exploramos como o homem também pode ser capturado pelo drama da castração e do Édipo. \nA obra transita ainda pelo campo das artes e da contemporaneidade. Através da figura de Don Juan DeMarco\, discutimos o “”amante dos amantes”” e a errância da carne\, descrita por Jean-Pierre Winter (2001)\, situando a histeria em um mundo marcado por novas formas de gozo e pela fragilidade dos laços sociais. \nPor fim\, chegamos aos desafios atuais. A histeria contemporânea já não se apresenta sob a forma das grandes paralisias de outrora\, mas por meio de novos sintomas\, que exigem do analista uma clínica renovada. O objetivo destas páginas é convidar o leitor — estudante\, clínico ou curioso da alma humana — a ouvir o eco desse grito\, compreendendo que a histeria\, longe de ser um diagnóstico do passado\, permanece como uma das mais vívidas expressões da busca humana por identidade \n
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