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SUMMARY:BATE PAPO - JORNADA DE LITERATURA FANTÁSTICA - ESCREVENDO FANTASIA HOJE - MEDIAÇÃO POR CLÁUDIA FUSCO
DESCRIPTION: \n  \nBATE PAPO \nJornada de Literatura Fantástica (Suma) \nEscrevendo fantasia hoje \nCom Anna Martino\, Carol Chiovatto\, Waldson Souza (a confirmar) \nMediação: Claudia Fusco \n  \n
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SUMMARY:CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS DOS LIVROS - OS ANIMAIS DIZEM OBRIGADO E OS ANIMAIS DIZEM BOA NOITE - ED. NVERSOS
DESCRIPTION: \n  \nSer grato é um ensinamento que muitos pais tentam passar para os seus filhos. Nesta história cativante\, Ann Whitford\, autora best-seller do New York Times\, nos demonstra como os animais podem ser gratos e como transmitir isso para as crianças por meio de uma história singela\, lúdica e delicada. Um livro para ser compartilhado com os pequenos e ensinar virtudes. \n  \n \n  \n\n\n\n\nE se os animais fizessem o que você faz? Como seria se os bichinhos pudessem falar? Nessa história best-seller a autora nos convida a imaginar como os animais dariam um beijo de boa noite em seus filhotinhos. Se os animais dessem um beijo de boa noite como nós damos… como eles o fariam? A girafa e a sua cria esticariam o pescoço alto\, o lobo e a sua cria beijar-se-iam e depois iriam uivar bem alto\, e a preguiça e o seu bebê iam se mover bem devagarinho. E assim\, por todo o reino animal\, cada criatura partilharia o amor de uma forma única.\n\n\n\n\n
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SUMMARY:INDEPENDÊNCIA: A HISTÓRIA NÃO CONTADA: A CONSTRUÇÃO DO BRASIL: 1500-1825 - PAULO REZZUTTI - ED. LEYA
DESCRIPTION: \n  \n“INDEPENDÊNCIA OU MORTE!” ENTRE UMA PALAVRA E OUTRA HÁ MUITAS NUANCES\, AMBIGUIDADES\, MISTÉRIOS\, SURPRESAS E\, CLARO\, HISTÓRIAS INCRÍVEIS – que é justamente o que Paulo Rezzutti oferece com sua escrita tão leve quanto objetiva. Paulo Rezzutti já narrou\, em dois de seus premiados best-sellers\, a história não contada de d. Pedro I e d. Leopoldina\, reapresentando aos leitores o casal imperial brasileiro como personagens complexas e humanas. Entre dramas pessoais\, escândalos amorosos e reviravoltas políticas\, os livros trouxeram à tona\, a partir de cartas e documentos inéditos\, detalhes cristalinos sobre a Independência do Brasil – proclamada por d. Pedro\, mas um processo no qual d. Leopoldina teve participação crucial. Agora\, a Independência deixa de ser coadjuvante − um evento dentro das biografias das personagens − para se tornar protagonista numa história diferente de tudo o que você já leu. O livro nos leva\, inicialmente\, para 1943\, quando diversas peças de ouro prestes a serem derretidas são identificadas como a coroa de d. Pedro I. Em seguida\, o autor nos leva para 1798\, testemunhando o nascimento do futuro primeiro governante do Brasil – herdeiro de uma das mais poderosas dinastias portuguesas\, cuja origem remonta à união da filha de um santo com o filho ilegítimo de um rei. E volta ainda mais alguns séculos\, ao ano de 1500\, para mostrar Pedro Álvares Cabral cruzando o Atlântico até uma terra que\, embora fosse um novo mundo para os europeus\, já era lar de mais de 2 milhões de pessoas – até então independentes. A partir daí\, entre a “descoberta” e a opressão\, começam a pairar no ar as primeiras ideias de liberdade. No fim do século XVIII\, jovens e intelectuais tramam a independência na malograda Inconfidência Mineira\, porém\, quem diria\, é a transferência da corte portuguesa para o Brasil que acaba por culminar\, ainda que por estradas tortuosas\, no famoso Grito do Ipiranga\, em 7 de setembro de 1822. Ao não se render à versão da história conduzida somente pelos feitos das maiorias e dos poderosos\, Rezzutti insere o povo brasileiro nesta jornada. Independência: a construção do Brasil (1500-1825)\, novo volume da série “A história não contada”\, é um livro sobre nossa identidade nacional. \n
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LOCATION:Avenida do Batel\, nº 1868 – Loja 314 piso L3\, Curitiba\, Paraná\, 80420-090\, Brasil
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SUMMARY:DIÁRIO DE PILAR NA ÍNDIA - FLÁVIA LINS E SILVA - ED. PEQUENA ZAHAR
DESCRIPTION: \n  \nUma viagem imperdível cheia de aventuras e conhecimento — Diário de Pilar na Índia é uma história fascinante sobre as variadas faces da cultura desse país\, capaz de conquistar tanto os fãs da coleção quanto os novos leitores.Pilar\, Breno e o gato Samba estão de volta! Dessa vez\, os personagens partem para a Índia em busca de autoconhecimento\, mas esta viagem não será somente inspiracional. Logo no início de sua jornada\, os amigos conhecem Kamala\, uma jovem atriz de Bollywood à procura do paradeiro de seu irmão. Juntos\, eles percorrem um longo caminho de descobertas fascinantes sobre a cultura\, a culinária e os aspectos espirituais e filosóficos deste país gigante e populoso.Viajando de trem\, riquixá ou bicicleta\, Pilar e seus amigos conhecem o Taj Mahal\, o rio Ganges e até o Dalai Lama. Entre aulas de yoga e meditação\, são convidados para um casamento indiano\, se encantam com os ensinamentos de Buda e aprendem sobre a história de Gandhi e seu movimento de resistência não violenta a favor da independência. Diário de Pilar na Índia é uma imersão cultural nesse país de inúmeros contrastes e que motiva também um mergulho interior.Este livro é indicado para leitores a partir de 8 anos. \n
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SUMMARY:CRIAÇÃO NEUROCOMPATÍVEL - MÁRCIA TOSIN - INDEPENDENTE
DESCRIPTION: \n  \nA partir de sua experiência em atendimentos de crianças\, Márcia Tosin aprimorou a escuta e buscou na psicologia evolutiva os fundamentos para o movimento de criação neurocompatível. Tendo ainda em seu alicerce estudos na área da Educação Infantil\, da Pediatria e da Psicologia\, a autora disserta detalhadamente e em linguagem acessível sobre uma nova abordagem na educação infantil\, tanto em ambiente doméstico como nas escolas. Temas como desfralde\, sono\, alimentação e sociabilidade são tratados de forma inovadora\, em busca de uma educação respeitável e que observe não somente os aspectos do desenvolvimento infantil mas também da própria evolução da espécie humana em busca de respostas para os desafios da parentalidade e da educação infantil. \n
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SUMMARY:E AGORA? COMO FICAM NOSSAS EMOÇÕES APÓS A PANDEMIA? - ANA PAULA PENA DIAS - INDEPENDENTE.
DESCRIPTION: \n  \nNeste livro a médica neurologista\, Dra Ana Paula Peña Dias\, traz experiências próprias e um conjunto de especialistas para explicar de forma clara quais são os principais transtornos mentais e os efeitos prolongados da pandemia na saúde mental das pessoas. Um novo olhar sobre o tema é fundamental para que o tabu seja deixado de lado. Assim\, o assunto pode ser falado de modo transparente  e tratado criando um caminho que funcione dentro da singularidade e do bem estar de cada um. \nEncontrar um lado positivo das adversidades é fundamental para o crescimento emocional e humano\, é uma atitude que pode mudar a vida. Então\, criar condições para enfrentar os transtornos mentais é regra obrigatória. Manter-se otimistas neste processo é opcional\, mas é uma excelente maneira para descobrir o equilíbrio e viver uma vida que vale a pena ser vivida. \nO livro reúne lições valiosas para aqueles que priorizam a saúde mental e buscam a qualidade de vida para que possam se desenvolver de forma próspera e mais feliz. \n
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SUMMARY:O GATINHO NO FUNDO DO MAR - VERA PEREIRA - ED. GIOSTRI
DESCRIPTION: \n  \nUm gatinho vivia em um casarão à beira-mar. \nEle gostava muito de ficar na janela contemplando as ondas \ne os navios que passavam ao longe. \nAté que um dia veio um vento forte e o empurrou\, \nenquanto ele espiava a imensidão das águas. \nQuê? \nEspere! \nOnde o gatinho foi parar? \n
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SUMMARY:EXPEDIÇÃO ANTÁRTIDA - LUCIANA GARBIN E CLAYTON DE SOUZA - ED. LETRAS DO BRASIL
DESCRIPTION: \n  \nUma grande reportagem ao extremo sul do planeta. O Brasil tem uma base na Antártida. Chegar até lá foi um dos maiores desafios para Luciana Garbin e Clayton de Souza\, numa aventura contada primeiramente no Estadão e depois nesse livro-reportagem. Letras do Brasil é uma editora especializa em livros-reportagens. EXPEDIÇÃO ANTÁRTIDA mergulha nessa história\, com detalhes da travessia por mares agitados até chegar ao seu destino. É aventura pura em navios militares da Marinha do Brasil e também na base em solo. \nDuas décadas e meia à espera de uma viagem\nTodo mundo tem um sonho.\nO meu era ir para a Antártida.\nSurgiu em meados dos anos 1990\, quando eu cursava Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP) e soube que estava sendo preparada uma viagem para a Estação Antártica Comandante Ferraz\, a casa brasileira no extremo sul do planeta.\nA internet ainda engatinhava na época e nem sempre era fácil obter informações. Mas o que descobri — e certamente faria muita gente preferir ficar em casa — serviu como incentivo para eu tentar uma vaga no Programa Antártico Brasileiro\, o Proantar.\nA Antártida é o continente mais isolado\, mais inóspito\, mais frio\, mais seco\, mais desconhecido\, mais alto e com mais ventos do planeta. Com ao menos 98% do território coberto de gelo\, é também o mais preservado e sensível às mudanças ambientais.\nAo contrário da calota gelada do Ártico habitada pelos inuits\, é uma grande massa de terra cercada de água e sem população autóctone: ninguém vai para passar a vida lá — geralmente só fica um tempo e vai embora.\nDo verão para o inverno\, aos seus 13\,6 milhões de quilômetros quadrados — 1\,6 vez a área do Brasil — se somam outros cerca de 18 milhões de quilômetros quadrados de mar congelado.\nMas o que mais impressiona é a quantidade de água doce. A Antártida guarda 70% da reserva do planeta\, além de grandes jazidas de minérios\, gás natural e petróleo.\nNada\, porém\, pode ser retirado\, a não ser para pesquisa. Pelo menos até 2048. Depois dessa data\, os países presentes na região vão se reunir para discutir o que fazer com o continente.\nTem pesquisa de vários tipos nas terras e nos mares antárticos: sobre fungos\, bactérias\, plantas\, animais\, aquecimento global\, clima\, câncer. Alguns estudiosos se interessam pelo fundo do oceano\, outros sobre como as pessoas lidam com o isolamento\, outros sobre os efeitos do frio no corpo humano.\nE dá-lhe frio. São da Antártida as temperaturas mais congelantes já registradas na Terra. Em agosto de 2010\, um satélite da Nasa apontou -94\,7°C na parte oriental do continente. Mas o livro dos recordes ainda considera o número mais baixo cravado num termômetro: — 89\,2°C\, na estação russa Vostok.\nO inverno antártico tem outra peculiaridade: devido à sua posição polar\, a maior parte do continente tem dias em que não se vê a luz do sol. Já no verão há noites completamente claras.\nNessa terra de extremos\, a vegetação se restringe a uma estreita faixa de vida perto do mar\, que vai rareando à medida que se segue para o sul. E se limita a algumas poucas espécies\, geralmente de musgos\, líquens e eventualmente gramíneas. A fauna marinha\, porém\, é bem variada e vai muito além dos pinguins\, seus habitantes mais pops.\nEm 1994\, quando tentei sem sucesso uma vaga na aventura polar\, o Proantar era ainda criança. O Brasil havia aderido ao Tratado Antártico — conjunto de regras internacionais que regulamentam as atividades na Antártida — em 1975. Mas só em 12 de janeiro de 1982 o programa brasileiro foi criado\, por meio do Decreto nº 86.830.\nA primeira expedição científica nacional para o continente gelado partiu em dezembro de 1982 e ficou na região até fevereiro de 1983. Dela participaram duas embarcações — o Navio de Apoio Oceanográfico Barão de Teffé\, que havia sido adquirido três meses antes pela Marinha do Brasil\, e o Navio Oceanográfico Professor Wladimir Besnard\, da USP. Em agosto de 1983\, um quadrimotor Hércules C-130 do chamado Esquadrão Gordo da Força Aérea Brasileira (FAB) tocou o solo antártico pela primeira vez\, dando início ao voo em que embarcaríamos vários anos mais tarde para chegar ao continente gelado. E\, em 27 de setembro do mesmo ano\, o Brasil foi aceito como membro consultivo do Tratado Antártico\, com direito a voz e voto nas discussões sobre o continente.\nDepois da faculdade\, meu sonho de conhecer a Antártida ficou guardado por mais de uma década. Até que em 2006 viajei para Ushuaia\, cidade na Terra do Fogo argentina\, e fiquei encantada ao ver navios de casco vermelho prontos para seguir para a terra azul e branca das geleiras austrais. Na época\, eu já trabalhava no jornal O Estado de S. Paulo\, o Estadão\, e decidi fazer uma reportagem na região. Mas o plano só acabaria se concretizando 13 anos depois. O que ainda não sabia naquele tempo é que\, quando o assunto é Antártida\, persistência tem de ser\, mais que palavra-chave\, um verdadeiro mantra.\nNo fim de 2017\, o jornalista Roberto Godoy\, um experiente colega de redação\, avisou que a Marinha do Brasil levaria profissionais de alguns veículos de comunicação para conhecer as obras da nova Estação Antártica Comandante Ferraz.\nInscrevi o meu nome e o do repórter-fotográfico do Estadão Clayton de Souza e\, no começo de 2018\, um militar entrou em contato para avisar que poderíamos participar da viagem no fim de fevereiro. Para tanto\, precisaríamos embarcar no Hércules da FAB em Punta Arenas\, cidade chilena que a exemplo de Ushuaia é usada como porto de destino e chegada de expedições antárticas. O jornal comprou as passagens até lá e solicitamos as roupas especiais fornecidas pela Estação de Apoio Antártico (Esantar). Também mandamos as medidas e o peso de nossas bagagens e assinamos um termo de responsabilidade. Nele\, nos declarávamos cientes de que\, independentemente do local onde estivéssemos na Antártida\, mesmo em acampamentos ou estações de pesquisa estrangeiras\, continuaríamos tendo de seguir as leis brasileiras. A bordo dos navios da Marinha ou na Estação Comandante Ferraz\, também estaríamos sujeitos à legislação militar. No mesmo documento\, ainda declaramos conhecer as leis e normas que regulam a presença humana e a realização de atividades na região antártica\, em especial o Tratado Antártico e o Protocolo de Madri\, sobre a proteção ao meio ambiente. Depois de tudo enviado\, comecei a arrumar minha mala.\nDias antes de embarcar\, porém\, soubemos que uma jornalista estava na Antártida fazendo uma reportagem para um jornal concorrente e\, se esperássemos alguns meses\, em vez de falar só sobre as fundações da obra\, poderíamos mostrar a estação já quase pronta. Para isso\, seria necessário aguardar o início do chamado verão antártico\, quando as temperaturas sobem na Península Antártica\, o gelo diminui e é possível chegar de navio à estação. Como o Brasil não tem embarcações que quebram gelo de mais de 0\,8 metro de espessura\, o período de operações marítimas nacionais no continente vai do fim de outubro ao começo de março.\nDecidimos esperar até novembro de 2018\, mas na hora de comprar novamente as passagens para Punta Arenas\, a Marinha informou que\, para dar suporte à obra na estação\, a viagem antes prevista para durar duas semanas passaria a ser de cerca de 40 dias\, a maior parte deles num navio.\nO aumento do período inviabilizou nosso embarque e solicitamos lugar numa próxima viagem\, prevista para janeiro de 2019\, novamente sem saber se ela iria mesmo ocorrer. Minha maior preocupação era um compromisso que tinha em Brasília no dia 12 de fevereiro. Numa tarde de janeiro\, meu celular tocou durante uma reunião de pauta no jornal.\n— Luciana\, aqui é o capitão-tenente Fabrício Costa\, da Marinha do Brasil. Acho que temos uma boa notícia.\n— Que ótimo\, tenente! (Na Marinha\, capitão-tenente é tratado como tenente\, não como capitão).\n— A construção da estação brasileira já está muito adiantada e vocês conseguirão mostrar tudo em detalhes. Mas houve uma pequena mudança e agora a viagem será em fevereiro.\n— Maravilha\, tenente. Mas\, por favor\, só não me diga que será no dia 12.\n— Sim\, como você adivinhou? O voo da FAB do Chile para a Antártida será em 12 de fevereiro…\n*\nEsse foi um dos tantos momentos em que quase desisti da Antártida. Já não tinha dado certo quando tentei me inscrever como voluntária no Proantar\, não tinha dado certo em fevereiro e em novembro de 2018\, não estava dando certo em 2019. Avisei o então assessor de comunicação da Marinha que no dia 12 seria impossível estar no Chile\, pois precisaria estar em Brasília para abrir uma exposição sobre o inventor Alberto Santos-Dumont\, da qual havia feito a curadoria. Já tinha assinado contrato\, acertado detalhes\, me comprometido a ir. Mas disse a ele que o Estadão certamente mandaria algum substituto.\nTrês dias depois\, estava ainda esperando para saber que repórter seria indicado quando um fato incrível aconteceu: recebi um e-mail informando que a abertura da exposição em Brasília em 12 de fevereiro havia sido suspensa. Sem uma justificativa mais detalhada\, a mensagem falava apenas em mudança de plano.\nCom a mensagem à minha frente ressuscitando o sonho antártico\, avisei o editor-chefe do Estadão\, David Friedlander\, o repórter-fotográfico Clayton de Souza e o assessor da Marinha de que eu mesma poderia ir para a Antártida. E o jornal comprou novamente nossas passagens para Punta Arenas.\nRetomei as entrevistas com especialistas e pesquisadores\, investi em meias de lã\, segundas peles e calças apropriadas e comecei novamente a arrumar minha mala. Sem saber que havia mais uma surpresa a caminho…\nPoucos dias antes de embarcar\, recebi outra ligação: — Luciana\, aqui é o tenente Fabrício. Infelizmente preciso te avisar que\, a pedido da FAB\, vamos ter de mudar a data da viagem.\n— Ah\, não\, tenente\, já estamos com tudo pronto\, as passagens foram compradas.\n— Eu sei\, mas surgiu um contratempo e agora só poderemos embarcar no voo da FAB a partir de 18 de fevereiro.\nNão conseguia acreditar: mais uma mudança? Desliguei o telefone e fui direto para a sala do David\, que a essa altura já não aguentava mais ouvir falar de Antártida. Informei sobre a alteração da data e contei que naquele dia o preço para mudar as passagens era quase o mesmo de comprar passagens novas.\n— E quem garante que vamos comprar e não vai mudar de novo?\, perguntou ele.\n— Infelizmente ninguém\, respondi. Em se tratando de Antártida nunca dá para ter 100% de certeza de nada…\nApós alguns dias de expectativa\, foi David que manteve de pé nossa expedição pela Antártida:\n— Vamos pagar a multa e mudar as passagens\, avisou. Mas será a nossa última tentativa. Se desta vez não der certo\, desistimos.\nDepois de uma semana de ansiedade\, em que qualquer nova mudança significaria abandonar de vez o projeto\, finalmente chegamos ao Aeroporto Internacional de Guarulhos na noite de sábado\, 16 de fevereiro de 2019. E na primeira hora do dia 17 embarcamos num voo com destino a Punta Arenas e escala em Santiago. \n
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SUMMARY:JURISDIÇÃO E INTERNET: REMOÇÃO DE CONTEÚDO ON-LINE - BEATRIZ MARTINS DE OLIVEIRA - ED. APPRIS
DESCRIPTION: \n  \nComo tutelar os embates entre a honra individual e a liberdade de expressão na internet? Esse desafio\, tão presente nas redes sociais\, vem provocando as cortes em todo o mundo. No Brasil\, o Supremo Tribunal Federal atende à Constituição Federal e preserva a autonomia das pessoas para se manifestarem na rede. Entretanto\, quais são os limites disso e como podemos preservá-los adequadamente? Essa questão convoca os juristas a construírem caminhos para essa solução. \n
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SUMMARY:EXISTE INTELIGÊNCIA LIBIDINAL? - ROSELI GIMENES - ED. ESTAÇÃO DAS LETRAS E CORES
DESCRIPTION: \n  \nÉ na possibilidade que esse livro acontece. No campo do possível\, entramos na ficção científica acadêmica\, na Inteligência Artificial\, para podermos prenunciar uma outra inteligência\, a Inteligência Libidinal. Nos filmes analisados – Metrópolis\, Blade Runner\, IA\, 2001\,Her\, O homem bicentenário\, Matrix- \, essa energia surge pulsionalmente com a busca na qual jorra o inconsciente. Assim\, a IL bem poderia ser chamada de inteligência psicanalítica freudiana – lacaniana. Dar vazão e voz ao inconsciente e dar a ele a justa medida do que é interrelação\, interligação\, ser inteligente. \nAutora: Roseli Gimenez \nCoordenadora : Lucia Santaella \nColeção Interrogações \n
URL:https://blog.livrariadavila.com.br/event/existe-inteligencia-libidinal-roseli-gimenes-ed-estacao-das-letras-e-cores/
LOCATION:R. Treze de Maio\, 1947 - Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, 01327-900
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