Adicionar aos Favoritos
27 de agosto das 18:00 às 21:00
A emergência das novas neurotecnologias inaugura uma nova fronteira na relação entre tecnologia, mercado e direitos fundamentais. Ao acessar e interpretar sinais neurais, essas tecnologias tensionam categorias jurídicas clássicas e colocam em risco dimensões até então intocáveis da experiência humana, como a privacidade mental e a autonomia cognitiva.
Neste livro, resultado de pesquisa doutoral desenvolvida na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a autora investiga as lacunas regulatórias e os desafios éticos associados ao uso e à comercialização de dados neurais. A partir dessa análise, propõe uma releitura dos modelos tradicionais de governança corporativa, articulando-os com a noção de governança antecipatória como instrumento de resposta à velocidade e à complexidade das inovações tecnológicas.
Ao defender a construção de um ecossistema regulatório policêntrico, que integra regulação estatal, autorregulação e diretrizes globais, a obra sustenta que a proteção dos neurodireitos depende menos de soluções isoladas e mais da capacidade institucional de antecipar riscos, estruturar decisões e distribuir responsabilidades. Trata-se, assim, de uma contribuição teórica e prática para o desenvolvimento de uma governança capaz de equilibrar inovação, competitividade e proteção da mente humana.