Adicionar aos Favoritos
3 de outubro das 10:30 às 15:00
Mireli escreve sobre o amor, a dor, a relação com a mãe, o corpo, a falta, o desejo... tudo aparece, mas jamais como tema fechado. São fios que vão sendo puxados, tensionados, às vezes quase rompidos. E nesse movimento, vamos testemunhando o desenho de algo. Há algo de muito delicado (e ao mesmo tempo muito contundente) nesse gesto. E nos dá notícias que escrever não é conquista de latifúndio, mas travessia de uma selva letrada. Caro leitor, se você aceitar o convite de não compreender tudo, o de não fechar sentidos rápido demais, algo da experiência da leitura desse livro pode se abrir. Não como explicação, mas como experiência. Acredito que, no fundo, este livro parece se escrever justamente nesse lugar: o da palavra que ainda não dá conta, mas, ainda assim, tenta. E talvez seja por isso que ele nos transmita uma experiência compartilhada com temas tão importantes.