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25 de abril das 15:00 às 18:00
Ao ouvir um pescador chamando o outro de anta, Antophia congelou e ficou surpresa ao saber que os humanos usam o nome de sua espécie para
falar que alguém é tonto ou desastrado. “Eu sou uma anta e não sou burra!"", pensou. Indignada, ela resolveu escrever cartas aos jornais para dizer
que as antas tinham muito a ensinar. Afinal, os humanos precisavam entender que uma anta não é burra - é anta! Usando o pseudônimo de Antarctica
Inteligente, enviou dezenas de textos para diferentes jornais. Sete dias depois, uma carta do jornal “O Eco da Floresta” chegou à sua casa. ""Temos o
prazer de convidá-la para escrever semanalmente em nosso jornal. Sua visão sobre as antas e o meio ambiente, bem como o respeito entre humanos,
é exatamente o que precisamos, o que nossos leitores gostam de ler."" Antarctica Inteligente passou a escrever semanalmente e foi ganhando
notoriedade. Pouco tempo depois, foi convidada para participar do “Prêmio Anual de Respeito e Conscientização Ambiental"". Na solenidade, fez um
discurso intenso e sábio, arrancando aplausos do público. Sua coluna semanal tornou-se um sucesso, e ela passou a receber cartas de apoio de todas as
partes, até de outras espécies que se sentiam inspiradas por sua luta, como os burros. Por seu trabalho, Antophia é indicada e conquista o “Prêmio de Direitos Humanos e Respeito Ambiental”. Em seu discurso, ressalta: “Aceito este prêmio em nome de todas as antas, de todos os animais que são injustamente maltratados e de todos os seres humanos que, muitas vezes, não têm voz.” Mas a história não termina aí...