« Todos Eventos Adicionar aos Favoritos 1 de junho das 18:00 às 21:30 ALBA | HELIANTO | ROSÁCEA | TEIA | TRANSPOSIÇÃO – ORIDES FONTELA (MEDIAÇÃO EVENTO IRANA GAIA E REYNALDO DAMÁSIO) – ED. HEDRA Autora homenageada da 24ª Flip. Alba (1983), vencedor do Prêmio Jabuti, é um amanhecer lúcido que nos ensina a ver o mundo "como da primeira vez" sempre. Orides instaura poeticamente um sentido de vitalidade e de urgência, como o olhar da criança, capaz de configurar a cada passo um mundo diverso do nosso cotidiano. “[...] eu diria que Orides trabalha na base de uma parcimoniosa opulência ou, de maneira mais simples, que produz muito significado com pouca palavra. O seu repertório é limitado e parte dele corresponde ao de certa poesia que experimenta com a pureza. Por este lado não é nova, pois encontramos nela toda a panóplia dos espelhos, da água, do branco, do cisne, da estrela. O que há de novo é a maneira de usá-la e organizá-la, dando aos seus elementos uma surpreendente originalidade.” (Antonio Candido). Edição com textos de Antonio Candido, Viviana Bosi e Edimilson de Almeida Pereira. Autora homenageada da 24ª Flip. O que é Helianto? Estranho nome de flor que rima com canto. Entoada com olhos atentos ao movimento do sol, estrela dos cantos ao centro da página e da vida, é a poesia do girassol. Essa flor que acompanha o sentido do astro maior orienta também o olhar dos leitores. A partir desse movimento fundamental da natureza, a poeta aprofunda nos poemas de Helianto, seu segundo livro, a experiência ao mesmo tempo telúrica e elevada que já explorara na obra de estreia, Transposição. Edição com textos de Alcides Villaça, Paulo Henriques Britto e Marília Garcia. Autora homenageada da 24ª Flip Rosáceas são rosas desabrochadas dentro de vitrais circulares coloridos, usadas para adornar catedrais góticas. Quarto livro de Orides Fontela, publicado em 1986, Rosácea traz, mesmo com horizonte espiritual, essa maior concretude em suas representações imagéticas do real. Edição com textos de Augusto Massi, Patrícia Lavelle e Verônica Stigger. "A primeira impressão que nos assalta é a de um misto de júbilo e de espanto. Júbilo, porque não é sempre (ou melhor, é muito raro) que uma autora nos concede a dádiva do milagre da poesia; espanto, porque mais raro ainda quase não se chega a entender como pôde Orides extrair tanto de tão pouco, como pôde dizer tudo o que nos diz a partir de estruturas e recursos formais tão sucintos e singelos. Mas o segredo dessa altíssima poesia reside justamente aí, nessa linguagem de essencialidades, nesse discurso cuja limpidez dói até no próprio espírito, nessa dicção exata e cristalina na qual o quê e o como da expressão poética convivem num diálogo de harmonia e organicidade absolutas. Não há em Rosácea, como tampouco em Alba, um único poema de que se possa dizer seja sequer mediano. É tudo de extraordinária altura e dignidade literárias. E isso alegra. E desconcerta." (Ivan Junqueira, O Estado de S. Paulo, 20 jul. 1986) Autora homenageada da 24ª Flip. Uma voz que, avessa a modismos, construiu uma das obras mais densas e singulares da poesia brasileira do século XX. Teia (1996), vencedor do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), é o último livro de Orides Fontela publicado em vida. Se nos livros anteriores a poeta buscava a transcendência e a pureza do “pássaro”, aqui ela desce ao rés do chão para encarar o “antipássaro”: a matéria impura, o sangue e a aspereza do real. A metáfora central desloca-se do voo para a tecelagem. A aranha — figura do trabalho paciente, agressivo e silencioso — torna-se o emblema de uma escrita que não espera pela inspiração, mas arma ciladas para capturar o sentido. Com uma dicção enxuta, que tangencia o silêncio sem jamais perder a clareza, Orides urde poemas sobre a finitude, a memória e a dor de existir. Edição com textos de Marilena Chaui e Ivan Marques. Autora homenageada da 24ª Flip. Este é o primeiro livro de Orides Fontela, publicado originalmente em 1969. Os poemas foram escritos na adolescência e na juventude da escritora, quando ainda morava em São João da Boa Vista (SP). Para organizar e lançar o livro, Orides contou com a ajuda do crítico literário Davi Arrigucci Jr., que reconheceu de imediato na poeta a penetração, a lucidez cortante e a capacidade de condensação. Transposição combina o pendor filosófico da poeta – de questionar a existência humana e seus limites, ante a face de integridade da natureza, em especial das aves – com sua capacidade de concisamente atingir símbolos de beleza transcendente. O resultado é impor-se para a poeta o entrelugar anunciado na expressão da epígrafe: “a um passo”. Edição com textos de Davi Arrigucci Jr., Nathaly F. F. Alves e Fabio Weintraub. + Google Agenda+ Exportar iCal Compartilhar Detalhes: Data: 1 de junho Hora: 18:00 às 21:30 Telefone: (11) 3814-5811 Local: Fradique Rua Fradique Coutinho, 915 - Pinheiros São Paulo, São Paulo 05416-011 Brasil