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6 de abril das 19:00 às 21:30
Dora é protagonista de uma narrativa com vários momentos distintos e não lineares, numa fricção entre presente, passado e futuro. Desde muito cedo, no sertão de Minas, tem asco dos afagos paternos, mas, simultaneamente, acostuma-se a sentir falta deles; assim, uma espécie de culpa vai tomando forma e tornando-a reclusa de si própria. Corajosa, abandona suas raízes e seus seis irmãos mais novos cheios de carências para aventurar-se num mundo desconhecido: torna-se babá dos filhos de diplomatas em países da Europa, escreve diários e registra que, apesar de seu crescimento intelectual, não se considera pertencendo a tais espaços. Com a promessa de que sua família será beneficiada, mantém relacionamento com um dos diplomatas e engravida. O recém-nascido é arrancado de seus braços conforme o combinado com o pai/patrão, mas os olhares entre mãe e filho no exato instante do nascimento embaralham suas convicções. Ela é mãe de todos, mas não é mãe em sua plenitude. Dora estimula que se discuta a situação da mulher e de seu diálogo/reflexão como filha/amante/mãe, tudo em função da maternidade e de seus conflitos.
Entre a dor da perda e a reconstrução, uma família aprende a ficar de pé. Da São Paulo da política ao interior paulista, José Cássio narra quatro anos entre o luto por Cássia e a resistência com Alice e Mateus. Uma história sobre segurar as mãos que importam – mesmo quando a vida parece desmoronar.
Entre a dor da perda e a reconstrução, uma família aprende a ficar de pé. Da São Paulo da política ao interior paulista, José Cássio narra quatro anos entre o luto por Cássia e a resistência com Alice e Mateus. Uma história sobre segurar as mãos que importam – mesmo quando a vida parece desmoronar.