Mãe é eternidade será um bate-papo com Silvana Tavano e Mariana Lobato Botter, mediado pela psicanalista Rachele Ferrari, especialista em temas relacionados à maternidade. Uma conversa sobre memória, transmissão e elaboração.
O título nos faz perguntar: o que seria essa eternidade representada pelas mães?
Em Ressuscitar Mamutes e em Pitangas Verdes, a maternidade se afasta de qualquer imagem idealizada. Ela aparece como conflito, herança psíquica, assombro, afetos contraditórios, e alguma esperança.
O passado, longe de permanecer fixo, retorna em objetos, em lembranças, em afetos que insistem e pedem trabalho de simbolização e de reconstrução, em invenções de passados e futuros, como diz Silvana Tavano.
Talvez seja nesse sentido que possamos falar em “eternidade”. Não como algo imutável, um destino fadado a se realizar, mas como aquilo que de alguma forma retorna e atravessa gerações, reclama por elaboração e resiste ao esquecimento.
Entre literatura e psicanálise, o encontro convida a pensar: o que, na experiência de ser mãe — ou de ter uma mãe —, sempre permanece?
🗓️ Quando? 11 de maio, segunda-feira, 18h30
🏠 Onde? Livraria da Vila, Rua Fradique Coutinho, 915
Evento gratuito.
Não precisa inscrição.