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29 de novembro das 15:00 às 18:00
REFLEXÕES DE UMA VIAJANTE: UMA JORNADA DE FÉ E CURA – REFLEXÕES DE UMA VIAJANTE: DO DESERTO À FONTE – REFLEXÕES DE UMA VIAJANTE: DA NÃO MATERNIDADE AO MATERNAR – EDMARA MONTEIRO – ED. BALSAMO DE GILEADE
Há histórias que começam antes do primeiro fôlego. A de Edmara nasceu da dor, e foi a contragosto que ela veio ao mundo, mas recusou-se a terminar ali. Neste primeiro volume, a autora abre a sua caixa de lembranças e revisita as estações de uma vida marcada pela infância roubada, pelo silêncio, pela busca de ser filha e pela maternidade sonhada que não se concretizou como esperava. Com franqueza e ternura, ela atravessa o luto, o divórcio e a reconciliação com a própria mãe, mostrando como cada ferida pôde ser ressignificada à luz da fé. Um convite a quem também caminha: não para esquecer a dor, mas para atravessá-la e descobrir, do outro lado, a possibilidade da cura.
Há desertos que não são castigo: são caminho. Depois de aprender a caminhar no primeiro volume, Edmara mergulha aqui na travessia mais funda: a saída de sua Nazaré, a chegada à sua Cafarnaum e a descoberta de que a fonte que ela procurava a vida inteira não era um lugar, era Alguém. Da orfandade à filiação, do feminino ferido ao feminino restaurado, do maternar interrompido ao maternar que gera vida onde Deus planta, este segundo volume acompanha as curas que acontecem depois que pensamos estar curadas. Um convite a beber da água que não seca, e a se tornar, também, fonte para outros.
Existem mulheres que geram filhos, e existem mulheres que geram vida. Durante muito tempo, o sonho de ser mãe não era apenas um desejo para Edmara Monteiro: era identidade. Quando a vida não seguiu esse roteiro, o ventre que sonhava gerar tornou-se lugar de luto, frustração e perguntas sem resposta. Neste terceiro e último volume da trilogia, a autora abre o capítulo mais sensível da sua história: as perdas que ninguém vê, o luto que não se explica, a fé posta à prova diante de um Deus que não respondia como ela esperava, e a descoberta de que o milagre nem sempre vem na forma que pedimos, mas sempre vem na forma que precisamos. Este livro não é sobre ausência. É sobre ressignificação. Não é sobre aquilo que não aconteceu. É sobre aquilo que nasceu mesmo assim.