« Todos Eventos Adicionar aos Favoritos 11 de maio das 18:30 às 21:30 RESSUSCITAR MAMUTES | O ÚLTIMO SÁBADO DE JULHO AMANHECE QUIETO | MATERNIDADES, ASSOMBRO E ELABORAÇÃO UMA PERSPECTIVA PSICANALÍTICA | PITANGAS VERDES – SILVANA TAVANO | RACHELE FERRARI | MARIANA LOBATO BOTTER – AUTÊNTICA CONTEMPORÂNEA | INDEPENDENTE |LABRADOR O tempo e a memória formam o eixo desta história narrada com os fios delicados da saudade, às vezes com os do arrependimento, em outras tantas com os da consciência tardia do que faz nascerem e se fortalecerem os laços familiares.No trajeto entre acontecimentos científicos do presente e projeções esperançosas para o futuro, a mulher madura que se revela como narradora deste romance repassa uma história familiar provavelmente comum a muitos de nós, enfrentando os conflitos, as tensões e os imensos afetos que se estabelecem entre as mulheres de um núcleo familiar em que o pai é uma figura lateral. Ressuscitar passados, inventar futuros: aqui, ciência e literatura viajam no tempo dos sonhos para chegar ao impossível.“De certos lugares, e na hora certa, é possível ver o passado e o futuro, segreda Silvana Tavano. Ressuscitar mamutes é essa hora e esse lugar, concebidos com o presente da palavra.Livro-máquina do tempo, aparelho de alta precisão que conjuga número e metáfora, forma e tema, era geológica e figura de linguagem, temos aqui um híbrido de memória, ensaio e ficção composto de planos, de restos, de nuvens, letras e fósseis, mas principalmente do afeto de uma filha por uma mãe que já morreu.Objetos cotidianos que ficaram e lembranças são imantados da ternura, da raiva, da combinação sempre nova e sempre antiga, sempre igual e sempre diferente do que costumamos chamar de amor.E o amor é o de todas as filhas por todas as mães, incluindo as não humanas: as mamutes que, diz a ciência, talvez nos salvem. Pois a humanidade está em risco, e o retorno ao que já foi pode garantir o que virá. Assim, com a ponta do pé já de frente para o abismo, Silvana encara a esperança e a desesperança; o sentido e a falta dele; e percebe que a mãe é também ela própria. [...]” Natalia Timerman A autora apresenta uma discussão sobre o impacto da entrada na parentalidade, especialmente na maternidade, tomada como uma situação com potencial traumático e compreendida como um momento de intensa exigência de trabalho psíquico.. Este livro analisa os modos de viver e sofrer a experiência da maternidade, sem dar foco à psicopatologia e sim ao que parece ser próprio, de modo amplo, de quem passa por essa vivência. Acompanhada das contribuições de Leopoldo Nosek, a autora propõe que, diante de eventos inéditos da vida, é preciso buscar novas respostas; e que, para viver algo novo e aprender com isso, é preciso se deixar afetar por essa nova situação, ser tomado pelo assombro e confiar no que poderá advir. Além disso, há uma longo discussão acerca da ambivalência materna, seus impasses e sua relação com uma vivência criativa na maternidade. Finalmente apresenta um novo conceito, a “metapsicologia da maternidade”, a partir da admissão de que há algo próprio da experiência da maternalidade que podemos supor que aconteça de modo amplo com as mulheres que se tornam mães, que inclui o choque, o arrebatamento, o saisissement (De M’Uzan), o assombro, uma regressão, a perda da identidade anterior e a reordenação de uma nova identidade, evento sempre processual e interminável. Ao esvaziar o apartamento da mãe morta em plena pandemia, Ana acredita que está apenas se livrando de tralhas — mas o que encontra é um museu de afetos que a obriga a revisitar toda a própria história, da infância marcada por ausências ao desamparo da maternidade vivida cedo demais. Entre caixas de documentos, uma urna de cinzas e uma vela rosa esquecida, ela recompõe lembranças falhas, revê violências naturalizadas, revisita o corpo em luto e descobre que, assim como as pitangas de sua infância, há experiências que foram colhidas verdes demais — e que agora exigem tempo para enfim amadurecer.Com uma prosa íntima, afiada e profundamente sensível, Mariana Lobato Botter constrói uma narrativa em forma de processo terapêutico: ao limpar a casa da mãe, Ana limpa também a memória, confronta o abandono, questiona o ideal romântico da maternidade e tenta encontrar um lugar possível para ser filha, mãe e mulher. Vencedor do Concurso Literário Vila-Labrador, Pitangas Verdes é um romance sobre luto, lembrança e perdão, que retrata sem concessões as violências de gênero e as contradições da maternidade, sem abrir mão do amor que atravessa a relação entre mãe e filha. Leitura ideal para quem se interessa por narrativas de memória e reconstrução, o livro comove justamente porque fala de algo que conhecemos: o peso e a potência de ouvir, em meio ao caos, uma frase simples e rara — “Descansa, querida”. "Uma sensível e contundente jornada pela memória. Mariana costura os tempos dos amores e relações, que, como no caso das pitangas, às vezes não amadurecem.” – Mariana Salomão Carrara "O luto, as muitas violências de gênero, as agruras da maternidade. Mariana Lobato lança um olhar severo sobre a existência de uma mulher, um olhar a um só tempo agudo e real. Seu livro faz um retrato impiedoso do mundo, do qual no entanto não conseguimos nos afastar.” – Julián Fuks "Delicado e intenso, este primeiro romance de Mariana Lobato Botter desconstrói corajosamente a ideia romântica que envolve a maternidade, sem com isso negar o amor que permeia uma relação tão forte e nada simples como a que envolve mãe e filha. Nesta história marcada por silêncios, a palavra dá forma ao que um dia foi impossibilidade e dá voz ao que já não precisa calar: percorrendo anos em dias, a narrativa mergulha nas lembranças e pensamentos da filha que, ao se despedir da mãe, consegue perdoá-la e se perdoar – também ela, a mãe que ainda precisa de tempo para amadurecer.” – Silvana Tavano Assim que descobre que está grávida, Beatriz planeja dar a notícia para Cristiano, mas espera pelo melhor momento. Antes que esse momento chegue, o marido morre inesperadamente, obrigando a protagonista a se refazer como viúva e como mãe.O último sábado de julho amanhece quieto é organizado em breves capítulos que acompanham as semanas da gravidez de Beatriz. E, no ritmo dessa gestação, percorremos com a protagonista uma jornada intensa e transformadora, conduzidos por culpas e remorsos, alegrias e pulsões de uma mulher que lida com a morte e com a vida, simultaneamente. "Em seu primeiro romance, Silvana Tavano mostra que valeu a pena a espera. Aqui, a autora se detém, pressa, em instantes de choque: entre morte e vida, entre alegria e tristeza, nos sentimentos que contêm o seu exato oposto. Como quem costura retalhos, interrompe o tempo para olhar dentro do instante. O que de vida se pode gerar enquanto a dor se dissipa ou procura se dissipar?Neste livro, muito. Esse último sábado apenas amanhece. Quando chegar a noite, algo de muito poderoso terá acontecido." - Gabriela Aguerre, autora de O quarto branco. + Google Agenda+ Exportar iCal Compartilhar Detalhes: Data: 11 de maio Hora: 18:30 às 21:30 Telefone: (11) 3814-5811 Local: Fradique Rua Fradique Coutinho, 915 - Pinheiros São Paulo, São Paulo 05416-011 Brasil